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Lançamento da exposição de Carlos Wladimirsky

Carlos Wladimirsky,Blanca Luz Brites,Leandro Selister

Exposição de jóias – coleção Pompéia
 
“Agora a montanha mágica é um vulcão com a fúria dos titãs. Vapores, fusão climática, tempo dividindo-se em luzes, transformando matérias. Trabalhando os metais busco um tempo primordial que se espelha nas primeiras gemas do homem: o âmbar, corais, cristais e pedras vulcânicas. Um pacto irreversível com deuses do fogo e da terra é de onde emana o nascedouro de jóias que são adornos e amuletos de consagração à natureza.”
Carlos Wladimirsky

Até optar pelas artes plásticas, Wlady, como é conhecido, transitou pela Arquitetura, diplomou-se em História, período em que também freqüentava vários ateliês, principalmente de desenho, pintura e gravura. Participou de 1979/82, de um importante momento da arte no RS, integrando o grupo experimental Espaço NO, coordenado por Vera Chaves Barcellos, onde excursionou pela performance.

A partir dos anos 80, dedica-se exclusivamente ao desenho, marcadamente dominado pelo pastel seco, guache, aquarela, materiais diluídos em água sobre papel de puro algodão, com os quais transpunha, em formas e cores, seu desejo de captar e conviver com uma linguagem simbólica ancestral. Foi convidado para a XVI Bienal de São Paulo, e entre seus vários prêmios, destaca-se o do Panorama Nacional de Desenho em 1984.

Trabalhou com pintura a óleo e acrílica, nas quais muitas vezes eram também adicionados outros componentes. Quanto às imagens e cores, estas se situavam na mesma sintonia das formas enigmáticas de seu desenho. A cerâmica entrou em sua trajetória artística a partir do curso realizado em São Paulo com Célia Cymbalista no inicio de 2001.

Pompéia

Chegar às jóias, na maturidade, foi como fazer emergir uma vivência adormecida de seu tempo de criança, agora, porém, com o domínio de um olhar experiente.
Ele conta que a familiaridade com as pedras (valiosas pelas cores), e com o brilho dos metais  (traduzidos em ouro e prata), está ligada a sua infância. Pois era na antiga Joalheria Suíça, pertencente a seus avós, que ele brincava polindo anéis e descobrindo nas pedras a diversidade das cores. 
Esse reencontro ocorre nos anos noventa quando, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, fez a descoberta das peças de Lalique. Se este contato lhe despertou o desejo de dedicar-se a jóias, seu trabalho não segue em nada o artista citado.
Suas peças associam corais, pedras vulcânicas de mundos distantes, cristais, todos interligados por fios de prata, resultam em um despojamento próprio à simplicidade adquirida pela maestria do fazer.
As jóias de Wlady sintetizam a força vital da natureza, o poder simbólico do amuleto protetor, e   como talismã atraindo a magia da arte, fundamental em nossa existência.
Blanca Brites

Informações deste Evento


Docente(s): Carlos Wladimirsky, Blanca Luz Brites, Leandro Selister Quando: De 27 de maio de 2006 a 14 de junho de 2006 Vagas disponíveis: 0
Lançamento da exposição de Carlos Wladimirsky

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